Mundial de Skate em São Paulo: resultados, pódios e o que muda rumo a Los Angeles 2028
São Paulo recebeu, entre 1 e 8 de março de 2026, o maior evento do skate mundial. O Campeonato Mundial de Skate Street e Park aconteceu no Parque Cândido Portinari, no complexo do Villa-Lobos, reunindo 365 atletas de 49 países numa semana intensa de competição. Foi a primeira vez na história que as duas modalidades olímpicas foram disputadas no mesmo local, ao mesmo tempo.
Os resultados completos de cada modalidade
| Modalidade | Ouro | Prata | Bronze |
|---|---|---|---|
| Street Masculino | Toa Sasaki (Japão) | Ángelo Caro (Peru) | Sora Shirai (Japão) |
| Street Feminino | Ibuki Matsumoto (Japão) | Nanami Onishi (Japão) | Coco Yoshizawa (Japão) |
| Park Masculino | Egoitz Bijueska (Espanha, 15 anos) | Kalani Konig (Brasil) | Tom Schaar (EUA) |
| Park Feminino | Sky Brown (Reino Unido) | Mizuho Hasegawa (Japão) | Mina Stess (EUA) |
O domínio japonês foi impressionante: no street feminino, as três posições do pódio foram ocupadas por japonesas. Toa Sasaki defendeu com sucesso o título mundial no street masculino, consolidando a hegemonia do Japão na modalidade.
Rayssa Leal e o 4º lugar que doeu
A maranhense de 18 anos chegou ao mundial buscando o tricampeonato, depois de ter vencido em 2022 e 2024. Na semifinal, Rayssa avançou com a segunda melhor nota (142.52 pontos), atrás apenas de Coco Yoshizawa (146.07). Tudo indicava briga pelo ouro.
Na final, porém, uma queda na última manobra mudou tudo. Rayssa terminou em 4º lugar com 143.54 pontos e saiu de maca. O diagnóstico: contusão óssea no fêmur, com edema e sangramento interno, mas sem necessidade de cirurgia. Um susto grande que vai exigir tempo de recuperação.
Kalani Konig salva o Brasil com prata no park
Se o street não sorriu pro Brasil, o park compensou. Kalani Konig conquistou a prata no park masculino com 94.80 pontos, ficando a menos de meio ponto do espanhol Egoitz Bijueska (95.33). Foi a única medalha brasileira no evento, mas de enorme valor.
Outros brasileiros como Pedro Barros, Augusto Akio e Gui Khury estavam entre os classificados, mas não chegaram ao pódio. No street masculino, Giovanni Vianna liderou a classificatória com 62.13, mas caiu nas quartas de final e terminou em 19º.
O que muda no caminho pra Los Angeles 2028
Esse mundial foi mais do que um título. Os pontos acumulados aqui contam diretamente pro ranking olímpico de Los Angeles 2028. Pra quem compete, cada resultado pesa na classificação. E pro Brasil, a prata de Kalani e a consistência de Rayssa (mesmo com a queda) mantêm o país bem posicionado.
O skate brasileiro segue forte, com uma nova geração empurrando os veteranos e mantendo o país entre as maiores potências da modalidade. Se você curte skate e quer ficar por dentro dos equipamentos que os atletas usam, dá uma olhada no que tem de skate na Sprive.
São Paulo como capital mundial do skate
O evento consolidou São Paulo como um dos principais palcos do skate mundial. Com entrada gratuita e público vibrante no Parque Cândido Portinari, a cidade mostrou que tem infraestrutura e paixão de sobra pra receber competições desse nível. A chuva atrapalhou a programação no último dia, obrigando a organização a adaptar o formato das finais do park, mas nada que tirasse o brilho da semana.
O próximo grande compromisso do skate brasileiro no cenário internacional já está no radar, e a torcida é pra que Rayssa volte 100% e que Kalani confirme a evolução no park. Acompanhe tudo sobre o mundo do skate aqui no blog da Sprive.
